Conhecimento e sabedoria, de Pope a Roth

O filósofo Mario Sergio Cortella, no livro de conversas dele com Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé, cita uma frase do poeta inglês Alexander Pope de que ele gosta bastante (a tradução é do próprio Cortella):

Algumas pessoas nunca saberão tudo, porque entendem tudo muito depressa.

Não é tão importante aqui o porquê do Cortella gostar desse trecho do Pope (talvez eu volte a ela em outro texto, é uma meditação interessante que ele faz). Estou falando desta frase porque ela me remeteu a outra expressão de que eu também gosto bastante, que apareceu em Complô contra a América, do Philip Roth (a tradução é minha):

Esse desgraçado metido sabe de tudo – pena que ele não sabe nada além disso.

Claro que o Pope e o Roth não estão dizendo a mesma coisa, mas a meu ver, os dois trechos (o primeiro mais do que o segundo) dão a entender a mesma ideia: estudo, livros, aprendizado, diplomas – tudo isso leva à verdadeira sabedoria? Para começo de conversa, o que é mesmo sabedoria? Nem preciso dizer que são perguntas difíceis, e com duas citações não conseguiria começar a responder, se é que existe resposta para elas; mas certamente há piores pontos de partida do que Pope e Roth.

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