10 melhores jogadores brasileiros pós-2002

No começo da década de 1990, a revista Placar publicou uma lista dos 10 melhores jogadores brasileiros desde a Copa do Mundo de 1970. Para elaborar a lista, a revista entrevistou 35 especialistas, entre jornalistas, ex-jogadores, técnicos etc. Os jogadores que receberam mais votos foram Rivellino, a única unanimidade; Zico, com 34 votos (Luis Fernando Verissimo, sabendo que o Zico seria escolhido de qualquer jeito, preferiu fazer justiça a um jogador do Internacional da década de 1970, Valdomiro); e Tostão, com 33. Os outros jogadores escolhidos foram Ademir da Guia, Carlos Alberto, Falcão, Gérson, Jairzinho, Júnior e Sócrates.

Quando saiu essa edição da Placar, fazia um pouco mais de 20 anos que o Brasil não ganhava uma Copa do Mundo, que é quase a situação em que nos encontramos agora (final de 2020, ou 18 anos sem título). Com base nisso, pensei em como seria uma lista parecida àquela da Placar, com os 10 melhores jogadores brasileiros desde a nossa última conquista no Mundial. Com 34 entrevistados a menos, aqui vai a minha relação dos 10 melhores brasileiros pós-penta, sem qualquer ordem de preferência:

  • Ronaldinho Gaúcho. Alguns anos atrás, o então regente da Orquestra Filarmônica de Berlim, Simon Rattle, anunciou sua demissão do cargo. Logo começaram os boatos sobre possíveis sucessores, e quando a imprensa levou o nome de um deles (Daniel Barenboim) a Rattle, este simplesmente disse: “vou dizer o quê? O homem É música.” Do que o Ronaldinho Gaúcho fez, especialmente entre as Copas de 2002 e 2006, eu penso exatamente nesses termos. O homem FOI futebol.
  • Kaká. O último brasileiro a ser eleito o melhor do mundo, peça fundamental no Milan que venceu a Liga dos Campeões em 2007, e presença importante na Seleção em dois Mundiais (principalmente em 2010, onde merecia melhor sorte).
  • Daniel Alves. O Barcelona do Guardiola que ganhou tudo e encantou meio mundo tinha o Messi, evidentemente, mas o que seria do time sem o Xavi, sem o Iniesta… e sem o Daniel Alves? Pode ser que nós não o vejamos como ele é visto na Europa, mas o valor dele é inegável.
  • Marcelo. O que eu escrevi para o Daniel Alves pode ser facilmente adaptado para o Marcelo, só trocando alguns nomes (Ronaldo no lugar de Messi, Ramos no lugar de Xavi etc.). Ainda que o Real Madrid não tenha sido tão vistoso quanto o Barcelona do Guardiola, a dura verdade é que ganhou mais títulos, e o Marcelo foi muito importante em todos eles.
  • Rogério Ceni. Líder, principal jogador e grande inovador em uma das fases mais vitoriosas do seu clube. Não sei se ele foi o maior jogador da história do São Paulo, ou o mais importante, mas só o fato de ele entrar na discussão já mostra o impacto que ele teve ao longo da sua carreira.
  • Neymar. Embora eu não ache que ele seja tudo aquilo que seus maiores fãs digam que ele é (e tomara que ele me faça queimar a língua em 2022), seu lugar na história já está assegurado: ele é um dos poucos a conquistar tanto a Libertadores da América quanto a Liga dos Campeões, e era o grande craque do time medalhista de ouro nas Olimpíadas do Rio – um título que, só para ficar nos “R”-s, Romário, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e Rivaldo tentaram ganhar e não conseguiram.
  • Juninho Pernambucano. Talvez o maior jogador da história do Olympique Lyonnais, e um dos melhores cobradores de falta do mundo na sua época. Sem contar sua bela história no Vasco.
  • Lúcio. Bela e longa carreira no futebol alemão, título na Liga dos Campeões pela Inter de Milão, e, assim como Kaká, um papel importante nos Mundiais de 2006 e 2010.
  • Zé Roberto. Um dos poucos brasileiros a ter um bom desempenho no Mundial de 2006, tanto que foi eleito para a Seleção da Copa. Além disso, o que mais impressiona em sua carreira, cheia de feitos tanto no Brasil quanto na Europa, é a longevidade.
  • Thiago Silva. Seu sucesso na Europa é incontestável. Na Seleção, apesar de algumas críticas quanto ao seu papel de líder do time, com a bola nos pés ele tem dado conta do recado. Tanto que foi eleito duas vezes para a Seleção da Copa, e, assim como Neymar, tem a desculpa de não ter jogado no 7 a 1…

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